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Vai ser mais difícil conseguir um crédito à habitação ou consumo a partir de julho, mas isso não é necessariamente mau. Para prevenir excessos na concessão de crédito, eventuais riscos futuros quer para os consumidores, quer para os bancos, o Banco de Portugal emitiu três recomendações que vão aplicar-se a todos os novos contratos de crédito a partir de 1 de julho. Isto que significa que, para ter crédito aprovado, terá de cumprir estas três novas exigências.  

1. LTV limitados a 90%

Há novos limites para o rácio entre o montante do empréstimo e a avaliação do imóvel. Se pedir um crédito para habitação própria e permanente, o limite é de 90%. No que respeita a créditos para outras finalidades, o teto é de 80%. E quando a opção recair sobre créditos de imóveis detidos pelas instituições financeiras e para contratos de locação financeira imobiliária, o limite é de 100%.

2. Taxa de esforço até 50%

Sabe calcular a sua taxa de esforço? É que a partir de julho a recomendação é a de que a taxa de esforço dos clientes associada ao contrato de crédito não ultrapasse os 50%. Isto é, só pode gastar até metade do rendimento líquido com as prestações mensais de todos os seus empréstimos.

3. Empréstimos a 30 anos

Até agora os cinco maiores bancos nacionais têm estado dispostos a emprestar dinheiro para comprar casa, por um prazo de 40 a 50 anos. Mas agora isso vai mudar gradualmente. O Banco de Portugal quer baixar as maturidades máximas para 30 anos até 2022, o que pode inviabilizar a compra de uma casa, já que a prestação mensal vai disparar.

Pedir um empréstimo exige (mais do que nunca) uma reflexão. Antes de avançar, faça a sua.

 

 

Fonte: https://www.contasconnosco.pt em 14-02-2018

 
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